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Governo Zema/Simões entrega 95 escolas de MG a fundo ligado ao BTG/Pactual e amplia ‘PPP da Educação’

6 de abril de 2026 Capa, Notícias
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Leilão bilionário é alvo de críticas, mobilização de trabalhadores e investigação no TCE-MG

BTG Pactual

Crédito: Foto: Cauê Diniz/B3

O ANDES – Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior e o SINDCEFET-MG manifestam veemente repúdio ao leilão realizado em 30 de março de 2026, na B3, que definiu a entrega da gestão de infraestrutura e serviços de 95 escolas públicas da rede estadual de Minas Gerais à iniciativa privada.

O fundo IG4 BTG Pactual Health Infra, ligado ao banco BTG Pactual, apresentou uma proposta de R$ 22,3 milhões, valor menor do que o previsto, inicialmente, pelo governo, e assumirá, por meio da criação da Opy Educação, a administração de serviços essenciais ao funcionamento das unidades escolares, como manutenção predial, limpeza, vigilância, tecnologia da informação, operação de infraestrutura e serviços em 95 escolas estaduais pelos próximos 25 anos.

A operação marca mais um passo da política do governo Romeu Zema (Novo) e do atual governador Mateus Simões (PSD), de ampliar parcerias com o setor privado em áreas estratégicas. Sob o argumento de modernização da infraestrutura escolar e aumento da eficiência administrativa, o Executivo estadual prevê um investimento total superior a R$ 4,5 bilhões, sendo R$ 1,03 bilhão em obras e R$ 3,5 bilhões destinados à operação dos serviços ao longo do contrato.

Ainda que o governo estadual alegue que os serviços pedagógicos permanecerão sob responsabilidade do poder público, é inaceitável a fragmentação da escola pública e a transferência de sua gestão material e estrutural para agentes privados, subordinados à lógica do lucro e da financeirização. A chamada “gestão não pedagógica” constitui parte indissociável do processo educativo, sendo fundamental para a garantia das condições de ensino e aprendizagem.

A medida aprofunda o processo de privatização da educação pública, convertendo direitos sociais em nichos de mercado e transformando a escola em espaço de exploração econômica. Trata-se de mais um passo na consolidação de um modelo de Parcerias Público-Privadas que subordina o fundo público aos interesses de grandes grupos financeiros, abrindo caminho para a ampliação desse modelo em outros estados e setores da educação.

É particularmente grave que a gestão das escolas seja transferida a um fundo de investimentos com atuação em áreas como saúde e infraestrutura, evidenciando a constituição de um novo campo de negócios que trata a educação como ativo financeiro e oportunidade de rentabilidade.

O ANDES-SN alerta que experiências dessa natureza tendem a:

  • precarizar as condições de trabalho das(os) trabalhadoras(es) da educação, com substituição de servidoras(es) públicas(os) por contratos terceirizados;
  • fragilizar o controle social e a gestão democrática das escolas;
  • submeter a organização escolar a metas de eficiência empresarial, incompatíveis com a função social da educação;
  • comprometer, a médio e longo prazo, a autonomia pedagógica e institucional das unidades escolares.

Ao destinar os bilhões em investimentos ao longo de 25 anos e assegurar contraprestações públicas mensais ao parceiro privado, o Estado de Minas Gerais explicita uma opção política: ao invés de fortalecer a gestão pública direta e investir na valorização das(os) trabalhadoras(es) da educação, opta por transferir
recursos públicos ao capital privado.

Reafirmamos que a educação é um direito social e dever do Estado, não podendo ser tratada como mercadoria ou campo de experimentação de modelos privatistas.

Diante desse cenário, ANDES e SINDCEFET-MG:

  • repudia a privatização da gestão das escolas públicas de Minas Gerais;
  • denuncia o avanço das Parcerias Público-Privadas como mecanismo de
    mercadorização da educação;
  • solidariza-se com as(os) trabalhadoras(es) da educação, estudantes e comunidades
    escolares afetadas;
  • conclama as entidades do campo educacional e a sociedade a se mobilizarem em
    defesa da educação pública.
Nota de Repúdio da Diretoria do ANDES-SN à Privatização da Gestão de Escolas Públicas em Minas Gerais.Baixar
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Clique aqui para saber mais!

Conheça esse importante documento cujas proposições retratam a história de luta por uma Universidade e um Ensino Técnico e Tecnológico públicos de qualidade socialmente referenciada. Clique aqui, para acessar o Caderno 2 do ANDES-SN.

Acesse os links da Resolução que normativa o processo de solicitação e concessão de RSC e dos anexos mais recentes disponibilizados na página da CPPD, em 21/12/2022: Resolução CD 30/22 e anexos. Uma vez que você tenha montado seu processo, marque um horário com a assessoria jurídica da Seção Sindical, para uma revisão antes da submissão.

 

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